| O ATLETA

UMA TRAJETÓRIA DE GARRA, MARCAÇÃO E TÁTICA

Nascido em 25 de agosto de 1954, na cidade de Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o atleta do Sport Club Internacional, João Carlos Grizza Beretta, ficou conhecido entre os torcedores como Beretta. Jogando nas laterais, imprimia no campo a sua garra e força de superação para cumprir com o esquema tático do treinador. “Era um curinga, chamado sempre que precisavam de um esquema mais forte. O que o treinador dizia eu entrava em campo para fazer, contribuindo para muitas vitórias.”

A trajetória de Beretta começou no bate-bola com seu irmão e os amigos na frente de casa. Um dos cinco filhos do casal Máximo Beretta e Evaldina Grizza Beretta, o lateral do Internacional mudou-se com a família para o município de Gravataí com apenas dois anos. Seu pai era funcionário público da Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos (Corlac) e Gravataí era um dos lugares mais próximos de Porto Alegre e com condições de moradia mais acessível. “Morávamos na Vila Branca, e eu lembro que até os 18 anos, minha rua não tinha luz. Foi ali que comecei a jogar.” Esta foi a cidade onde Beretta cresceu e descobriu o talento para o futebol.

DO ARCO-ÍRIS PARA O VERMELHO E BRANCO

Foi jogando no time infantil mais famoso de Gravataí, o Arco-íris, que Beretta começou a demonstrar que poderia ir mais longe. No time, criado por seu Mário, jogava de pé descalço como era comum na época.

Do infantil para o futebol amador. A mudança aconteceu em 1969, Beretta, na época com 16 anos, passou a jogar no Esporte Clube Vila Branca. Com Beretta jogando como zagueiro, o Vila Branca conquistou o campeonato municipal de 1972.

Chegando ao Internacional

O guri chamou a atenção de alguns apaixonados por futebol. Valmir, goleiro do Vila Branca, e Egon Feistauer, que numa época antiga tiveram um clube de futebol chamado Triângulo, convenceram Beretta a participar de um teste no Estádio dos Eucaliptos. Era março de 1973. “Eu trabalhava no supermercado ARX Fortaleza, do João Cemin e do Camozato. Foram grandes incentivadores e me liberavam do expediente sempre que necessário. Trabalhava de dia e à noite estudava contabilidade no Colégio Comercial, em Cachoeirinha. Não queria ser jogador, jogava só para brincar.”

O primeiro teste foi “puxado”. Beretta entrou em campo no treino do Marco Eugênio, e, como faltavam jogadores da equipe juvenil, alguns integrantes do time profissional foram chamados, entre eles o Cláudio Duarte e o Vacaria, que elogiaram muito a atuação do aspirante.

Sem saber dos rumos que seguiria dentro do Clube, permaneceu treinando durante um mês. Uma rotina puxada: treinava pela manhã em Porto Alegre, trabalhava no período da tarde em Gravataí e estudava à noite em Cachoeirinha, retornando para Gravataí no final das aulas. “Passado um mês, o treinador me mandou passar na secretaria, dizendo: ‘- Lá tem uma coisa para você’. Recebi Cr$ 100 cruzeiros e pediram que o meu pai comparecesse no Clube para assinar o meu contrato como jogador amador. Saí surpreso e contente, passei em uma loja e usei meu primeiro salário na compra de um par de sapatos.”

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PRIMEIRO TÍTULO NACIONAL

Em 1974, o time de futebol amador foi campeão da VI Taça São Paulo de Futebol Juvenil. O primeiro título do Clube em nível nacional. Beretta jogava como zagueiro central.

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ENTRA EM CAMPO O JOGADOR PROFISSIONAL

No ano de 1975, mais uma vitória, dessa vez pessoal, para o jogador. Beretta veste a camiseta do time profissional do Inter. Logo após a comemoração, veio a surpresa: o treinador Rubens Minelli informou que queria Beretta na equipe, mas jogando pelas laterais, devido a sua pouca estatura para jogar como zagueiro (1,73m). “Fora da posição de zagueiro, precisei superar tudo que eu havia treinado até aquele momento. Seguia todas as orientações do técnico e jogava com muita garra.  E foi assim que me tornei um grande marcador. Saí de um município pobre e aprendi muita coisa porque era muito curioso.”

Beretta treinou muito tempo, mas, como o time contava com grandes jogadores, não tinha muitas chances de jogar. Em 1976, o Internacional contava com um grupo de grandes craques, como Falcão, Figueiroa, Manga, Valdomiro e Cláudio Duarte.

Revista italiana fala de Falcão

Divulgação, em revista itlaliana, do jogo de despedida do Falcão do Internacional e primeira partida pela Roma, no Estádio Olímpico de Roma.

ADMINISTRADOR

Em 1975, iniciou o curso de Administração na Faculdade São Judas Tadeu, em Porto Alegre. As viagens constantes e a maior participação em jogos, não permitiram a conclusão do curso.

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EM CAMPO

Em 1977, Beretta começou a jogar e participar das grandes disputas: grenais e jogos da Copa Libertadores da América. Sua primeira participação num Grenal foi no dia 29 de maio de 1977, no Estádio Olímpico. O Internacional venceu por 1×0. O técnico era Carlos Castilhos. “Fiquei sabendo uma hora antes do início da partida que iria jogar.”

img025 Em pé: Manga, Claúdio Duarte, Gardel, Marinho Perez, Beretta e Falcão. Na frente: Valdomiro, Jair, Dario, Batista e Santos.

JOAN GAMPER: MARCAÇÃO RETIROU A TAÇA DE MARADONA

      1982 - Jogo de Inauguração do estádio do Barcelona

1982 – Jogo de Inauguração do estádio do Barcelona

O Troféu Joan Gamper é um torneio internacional entre clubes de futebol, de caráter amistoso, disputado anualmente desde 1966, na cidade de Barcelona, na Espanha. Esse é considerado o mais importante e tradicional torneio de verão europeu. A competição é organizada pelo Futbol Club Barcelona e realizada sempre em agosto, no Estádio Camp Nou, marcando o início de sua temporada. Seu nome é uma homenagem ao fundador e primeiro presidente do clube, o suíço Hans Gamper, que na Catalunha, ficou conhecido como Joan Gamper.

De 1966 a 1996, o torneio era disputado por quatro clubes, em sistema eliminatório, com disputas de pênaltis em caso de empate. Mas a partir de 1997, com a diminuição do número de datas disponíveis para os clubes europeus, o torneio passou a ser disputado por apenas duas equipes, em jogo único. O vencedor leva um troféu com base de mármore e acabamento em ouro.

Um jogo inesquecível

Na edição de 1982, o quadrangular foi disputado com os cruzamentos de Barcelona x Internacional e Colônia x Manchester City decidindo quais equipes disputariam a final. A torcida dos catalães estava muito empolgada porque era a estreia de Diego Maradona no remodelado Camp Nou.

O Barcelona, comandado por Udo Lattek, entrou em campo com: Artola, Gerardo, Migueli, Alexanco, Julio Alberto, Vitor, Esteban, Alonso, Quini, Maradona e Carrasco. E o Internacional, treinado por Ernesto Guedes, entrou com: Benítez, Edvaldo, Mauro Pastor, André Luís, Beretta, Ademir Kaefer, Paulo Cezar, Mauro Galvão, Ruben Paz, Cléo (Sílvio) e Silvinho (Andrezinho).

Os mais de cem mil torcedores que enchiam o Camp Nou não ficaram satisfeitos com o andamento da partida, pois o Internacional mostrou o característico poder da marcação gaúcha, não deixando o Barcelona andar em campo. Escalado para marcar o craque, Beretta, como fez desde o início de sua carreira, aceitou o desafio com muita garra, mostrando em campo tudo que aprendeu no gramado colorado e Maradona não conseguiu jogar.

A partida terminou em 0 a 0 e o Colorado venceu nos pênaltis por 4 a 1, com gols de Ruben Paz, Andrezinho, Ademir Kaefer e André Luiz. Maradona conseguiu apenas converter um pênalti pela equipe catalã. Enquanto isso, o Manchester City também elimina o Colônia através das penalidades, após empate de 1 a 1.

Na final, no dia 25 de agosto de 1982, o Internacional teve uma atuação de altíssimo nível contra o Manchester City e o derrotou por 3 a 1. Os gols do título foram marcados por Edvaldo, Paulo Cezar e Fernando Roberto, e MacDonald descontou para a equipe inglesa.

O Colorado disputou ainda as edições de 1989 e 1991 ficando, respectivamente, em quarto e terceiro lugares, e é a única equipe de fora da Europa a ter conquistado a competição até hoje.

Fonte: Sport Clube Internacional

GRANDES PESSOAS, MEUS TREINADORES

“O período em que entrei em campo defendendo a camisa do Internacional sempre foi motivo de grande orgulho e também de muita responsabilidade. Conheci muitas pessoas e fiz muitos amigos nessa caminhada: atletas, dirigentes, profissionais da comunicação e torcedores.” Ao fazer essa retrospectiva, Beretta lembra com grande estima dos treinadores que fizeram sua formação: Marco Eugênio, Rubens Minelli, Mário Juliato, Carlos Castilhos, Carlos Gaineti, Zé Duarte, Cláudio Duarte, Otacílio Gonçalves, Sérgio Moacir Torres, Ernesto Guedes, Dino Sani, Ênio Andrade, Daltro Meneses e Abílio Souza Reis.

SELEÇÕES GAÚCHAS

Em sua atuação no Internacional, Beretta participou de três seleções gaúchas.

1977 – Disputa entre o Time da Capital e o Time do Interior, no estádio do Beira Rio, um amistoso organizado pela Associação dos Atletas Profissionais. O jogo terminou em 3×0 para o Time da Capital.

18 de janeiro de 1983 – Jogo da Seleção Gaúcha contra a Seleção Brasileira, na campanha “O povo escala a seleção”, onde a população definiu os jogadores de cada seleção preenchendo um cupom encartado no jornal Zero Hora. O evento foi organizado em comemoração aos 20 anos da TV Gaúcha, seguindo a ideia de uma telefonistas da emissora, que ganhou o concurso interno para escolha da forma mais original de comemoração do aniversário.

Beretta não só entrou em campo, como participou da organização do jogo, como presidente da Associação dos Atletas Profissionais do RS. “Estávamos no período de férias dos jogadores, e, para participação dos atletas, era necessário ter a autorização do Sindicato e dos Clubes. Rodamos o Brasil inteiro visitando presidentes e convencendo-os a liberar a participação. Lembro que às vésperas do jogo, o time do Flamengo estava no Piauí participando de uma disputa e ficamos todos desanimados porque não seria possível contar com a participação do Zico. Foi quando recebemos a autorização de Nelson Sirotsky para fretar um jato e trazer os jogadores.” Beretta destaca que o único desfalque na escolha feita pela população foi o Falcão, que estava em Roma em pleno período de campeonato.

“Foi um sucesso, o Beira Rio estava lotado e eu recebendo pressão de outra emissoras e rádios que queriam transmitir a partida.”

O jogo ficou em 4×1 para a Seleção Nacional. Pelo Brasil, jogaram: Waldir Péres (Acácio), Leandro (Nelinho), Oscar (Casagrande), Luisinho (Marinho), Júnior (Wladimir, Cerezo (Andrade), Sócrates (Tita), Zico (Renato), Pedrinho Gaúcho (Mário Sérgio), Roberto (Reinaldo) e Éder (Zé Sérgio). Pelo RS: Leão, Edevaldo (Paul Roberto), Mauro Galvão (M. Pastr), De León (André Luís), Casemiro (Beretta), Batista (Osvaldo), Cléo (Ademir), Ruben Paz (Robson), Renato (Sílvio), Geraldão (Baltazar) e Silvinho (Lambari).

1981 – Jogo do Sindicato dos Atletas Profissionais do RS contra a Seleção da Rússia,na cidade de Baia Blanca, na Argentina.

Seleção do RS: Leão, Beretta, Ancheta, Dirceu, Mauro Galvão, Vicente, Jair, Vitor Hugo, Baltazar, Paulo Cesar Carpegiani, Renato Sá, Gasperin, Jurandir, Waldir e Remi. Seleção da URSS: Dasaev, Kapeun, Tchilvadze, Soulakvelidze, Pomantsev, Bouriak, Andreev, Tazkhanov, Gavrilov, Tcherenkov, Oganessian, Bubnov, Shavlo, Ponomariov, Shvetsov e Tchanov.

O HUMORISTA TORCEDOR

 Sempre que o Internacional participava de algum jogo em São Paulo, o humorista Ari Toledo, torcedor Colorado, fazia questão de prestigiar os jogadores. Aparecia no hotel proporcionando um show humorístico particular para os atletas.

1976 - Encontro com Ari Toledo no Hotel

AUDIÊNCIA COM O PAPA JOÃO PAULO II

Não foi bem um encontro direto com o Papa João Paulo II, mas, durante sua visita ao Rio Grande do Sul, na peregrinação que fez pelo Brasil em 1980, os jogadores do Internacional foram convidados a participar da Audiência que o Papa manteve com religiosos, no Beira Rio. Mesmo não sendo vocacionado ou sacerdote, Beretta não perdeu a oportunidade de acompanhar a agenda do líder máximo da Igreja Católica.

MUNDO FASHION

Mesmo tendo melhor desempenho em campo, os jogadores sempre prestigiavam o Desfile de Moda Beneficente, uma atividade do Centro Feminino de Assistência Social do Sport Clube Internacional (Cefasi). Os desfiles aconteciam no Restaurante Barril e, atendendo convites das presidentes do Cefasi, Jessy Mancuso e Raquel Corbellini, Beretta participou como modelo em alguns desfiles.

MADE IN CHINA

Uma das grandes viagens que Beretta fez acompanhado o Internacional foi a excursão à China, em 1984. Na ocasião, o jornalista esportivo, Wianey Carlet, lhe presenteou com o livro “A arte da guerra”. O cenário era desolador, desceram em um aeroporto totalmente sucateado. Nas ruas, poucos carros, todos antigos. “Foi o único lugar onde vi engarrafamento de bicicletas. As pessoas andavam todas com o mesmo tipo de roupa, o mesmo chapéu, tudo muito simples. Pegamos um ônibus todo quebrado e o Wianey, sentado ao meu lado, disse: ‘esse é o país do futuro’. Hoje, sempre que leio notícias sobre a China ou percebo, em todas as etiquetas, o termo made in China, lembro dele.”

Para marcar a viagem, Beretta trouxe um souvenir estranho: um ábaco de madeira. “As lojas não vendiam para o público local, somente para os estrangeiros e a soma das compras era feita em um ábaco. Comprei a peça porque achei engraçado. Considero que tenho uma relíquia, diante de tantos produtos tecnológicos que este país produz hoje.”

 

COLUNA DO PAULO SANTANA DESTACA ATUAÇÃO DE BERETTA

Zero Hora – ZH Esportes – 12.03.1981 – Pág.42

Pobre Palmeiras

Uns brincalhões da crônica esportiva gaúcha, antes da derrota de ontem do Palmeiras, ficaram elevando o Vitor Hugo até às nuvens, chamando-o de craque, líder da nova equipe do Palmeiras, grande condutor e outras coisas mais exageradas. Claro que a sua intensão era a de me cutucar, tentar fazer ver ao povo gaúcho que eu sempre errei ao achar o Vitor Hugo um jogador deficiente. Não sabem os desavisados e alienados mancheteiros e opiniáticos que, em se portando dessa forma, acabaram  por me emprestar uma importância que não tenho: ontem, viu-se quem era o Palmeiras tão badalado pelos novos defensores de Vitor Hugo, nada mais que uma equipe medíocre que jamais deveria ter saído da Taça de Prata. Mas, com Vitor Hugo preterido pelo Grêmio e com Jaime Boni do Gaúcho de Passo Fundo, seria demais exigir que o Palmeiras fosse um time médio do futebol brasileiro. Eis o que aconteceu com o Palmeiras de Vitor Hugo e dos seus corneteiros aqui do Sul: está quase desclassificado. E num grupo em que não há ninguém além do Inter, o Goiás e o Sport, modestos disputantes, têm todas as chances de passar o Palmeiras para trás. Só para ensinar os novos descobridores de Vitor Hugo. Não passam de uns brincalhões – e nessa condição eu os relevo e suporto.

***

Em absoluto, estou querendo com isso desmerecer a vitória do Internacional. Nada disso. Vi uma grande partida de Benites. Assisti a um trabalho monumental do Tonho no meio-campo, enquanto teve forças o garoto colorado (até quando vão continuar a surgir grandes valores de meia-cancha no Internacional?). Deslumbrei-me simplesmente com a raça, vontade e fôlego do jogador Beretta. Ou seja, se estou assim escolhendo como os três maiores jogadores da partida Benitez e outros dois reservas, acabo por traçar o retrato do Internacional deste returno: é a imagem de Cláudio Duarte. Perfeita. Se o novo treinador colorado, no dia que assumiu, declarou que jogador que não pega junto e não se mexe dentro do campo não joga no seu time, claro está que os reservas, quando entram, dão não só a sua própria energia como também a da sua árvore genealógica. Beretta e Tonho foram exatamente o que Cláudio Duarte pregou num programa de televisão segunda-feira à noite: garra, força, emoção e violência. Sim, todo o time do Internacional, do ataque para trás foi violento no primeiro tempo. Ia quebrando na base da paulada a verticalidade do Palmeiras, Mas claro, Cláudio Duarte no programa que jogador bom se para no pau. E no tapa, para usar a sua mais forte expressão. Foi assim que o Inter ganhou condição de chegar ao um a zero no segundo tempo: chutando as canelas e encostando nas virilhas dos jogadores do Palmeiras. Como exemplo dessa nova fórmula que o Cláudio prega para seu time, confessando-se sem nenhum medo na televisão, basta dizer que a Embratel mostrou ontem para quem quisesse ver, o Beretta puxando a camiseta do Ramão, dentro da área por quase cinco metros, sem que o juiz marcasse pênalti.

Por sinal, no mesmo programa em que o Cláudio bancou o anti-Ghandi, estava o Ênio Andrade. E o Ênio dizia que era adepto também do pontapé e do tapa, mas não tinha coragem de pedir isso aos jogadores do Grêmio. Ora, O Cláudio pede e o Internacional acabou por classificar-se ontem, não nos enganamos. O Ênio não pede e ninguém sabe se o Grêmio se classifica: se não ganhar hoje, não se classifica. Então, o Cláudio consegue tirar do seu time a sua ideia. E o Ênio ainda não tirou do seu o que ele pensa. Mas também, ele não pede! Eu confio no Grêmio que o Ênio pens, não no Grêmio que o Ênio pede. O que quer dizer que o Ênio precisa urgentemente sair do constrangimento e ganhar maior intimidade com seus jogadores. Fazer como o Cláudio, que reúne os seus antes do jogo e dá a ordem de baixar o pau. Como time que não é bom só ganha quando baixa o pau, está aí o Cláudio nas semifinais. Pô, Ênio!”

 



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